Eu na Comunicação

De Santo André a Tupã: A Trajetória Artística e Profissional de Thaís Fonseca

Por: Victória Baracat

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A história de hoje é de Thaís Fonseca Sandalo, cantora, mãe, esposa e comunicadora — uma mulher intensa, apaixonada pela vida, que carrega arte em sua essência.

Nascida em Santo André (SP), atualmente com 43 anos, Thaís conta que sua mãe, Maria Luize, era enfermeira, enquanto seu pai, Enoch Fonseca, era um renomado artista plástico, muito conhecido no município de Tupã. Ele também era extremamente politizado e um grande incentivador. Thaís afirma ter aprendido o melhor de ambos.

Aos 3 anos, se mudou para Tupã, onde teve seus primeiros contatos com a comunicação. Desde muito pequena, Thaís já demonstrava sua vocação para a música. Sua primeira apresentação foi no asilo, na Casa dos Velhos, quando tinha entre três e quatro anos.

Ela conta que, naquela época, usava um radinho com fita cassete e um microfone azul para sintonizar o rádio e cantar músicas de Xuxa, Balão Mágico e outros sucessos da época, por volta de 1985-1987.

Aos 19 anos, Thaís se mudou de Tupã de volta para Santo André, onde morou por cerca de dez anos, na casa dos avós e da tia. Antes de começar a trabalhar com música em São Paulo, ela teve empregos como tecelã de redes para pesca e atendente em uma padaria.

Na padaria, Thaís começou a ganhar notoriedade. Enquanto forneava pães, atendia na copa e cantava karaokê, ela ficou conhecida no bairro Parque das Nações, em Santo André, como “a menina que trabalhava na padaria e cantava”.

Em São Paulo, ela teve suas maiores experiências profissionais, tanto na TV quanto fora dela, trabalhando com grandes bandas. Sua primeira banda foi a Raio X, que se apresentava em bailes para a terceira idade. Thaís destaca o ritmo intenso de trabalho, que acompanhava o ritmo da cidade grande.

Eles se apresentavam em diversos horários, até em bailes matutinos, o que, segundo ela, serviu como uma “grande escola”.

Em seguida, trabalhou em bandas de baile, formaturas e casamentos, com estruturas maiores — bailarinas e ônibus de transporte. Dançava e cantava. Mais tarde, migrou para o pop rock, se apresentando em bares e casas de show de São Paulo, além de cidades do interior, como Bauru e Botucatu.

Em São Paulo, teve a oportunidade de fazer testes e cantar no programa Raul Gil. Seu primeiro teste “ficou na gaveta” após um convite de um rapaz que conheceu na padaria para uma audição em dupla, algo comum na época. Ela passou, mas ele não.

Em 2006, conseguiu outro teste e, em 2008, 2009, 2013 e 2015, retornou ao programa. O contato com as emissoras de TV, como o SBT e a Band, abriu portas para outros trabalhos, incluindo o programa Máquina da Fama com Patrícia Abravanel.

Em 2010, Thaís teve que retornar a Tupã. Embora não fosse sua vontade, ela precisava cuidar de seu filho Gabriel, que tinha apenas um ano na época. Ela veio para ficar cinco dias, mas acabou ficando na cidade até hoje.

Em Tupã, Thaís ampliou sua atuação para a área de comunicação, começando a trabalhar em rádio na Band FM local, uma experiência que considera ter sido uma verdadeira “escola” e apaixonante.

Atualmente, ela se define como “comunicadora cantora”. Trabalha com comunicação em diversas áreas: apresentando, fazendo reportagens, narrando e usando sua imagem em campanhas de publicidade, especialmente no Instagram. A música nunca a deixou, e ela segue cantando em casamentos e eventos.

Sempre valorizando sua vivência como sua principal formação, Thaís, aos 40 anos, sentiu a necessidade de buscar uma formação acadêmica. Após anos de terapia, descobriu que queria expandir sua forma de comunicação por meio da psicologia.

Hoje, ela está no terceiro ano do curso de Psicologia na Unifadap e frisa: “Quero concluir essa profissão antes dos 50.” Thaís acredita na importância de aprimorar os dons, planejar a carreira e viver novas experiências.

Seu lema é: “Parar não é uma opção.” Ela segue se adaptando ao mercado “sem perder a essência”, com a sensação de estar “sempre começando e recomeçando todos os dias”.

Thaís nos ensina sobre a resiliência. Para ela, a vida é como um camaleão, que se adapta e se transforma, mas nunca perde sua essência. Em cada ambiente, ela deixou sua marca — sua arte, sua vida, sua intensidade. Ela vive e continua vivendo intensamente, sempre com a certeza de que nada pode apagar o brilho que carrega.

A maior virtude de um homem é o recomeço.

Enoch Fonseca

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