A história por trás do grande comunicador, locutor e apresentador Marcelo Dias, com 36 anos de experiência
Da guarda mirim aos grandes microfones do país, uma vida dedicada ao rádio.

No “Eu na Comunicação” de hoje, vamos contar a história de Marcelo Dias, comunicador, locutor e apresentador do programa mais romântico do rádio brasileiro, com 36 anos de experiência.

A história no rádio começa em 1985, em São José do Rio Pardo (SP). Com uma infância feliz, Marcelo relembra com carinho os tempos de rua, futebol e bicicleta.

Na minha cidade existia a guarda mirim, e todos os meus amigos queriam trabalhar para ganhar um dinheirinho. Foi assim que virei guardinha e consegui meu primeiro emprego: na Rádio Difusora.
Seu trabalho consistia em buscar jornais pela manhã, atender na recepção e fazer serviços externos, mas o que realmente o marcou foi observar de perto grandes locutores da época, como Dirceu Chiconello, Nelson Tinti, Reginaldo Capitelli, Paulão, José Carlos Bini, Luciana Rondinelli, Marcelo Zamarian, Waltinho Zenaro, João Marcos Madruga, Luiz Henrique Santiago e Carlos Costa Filho.
Ali, nos estúdios da AM e FM, nasceu a paixão que guiaria toda a minha vida.

Com 14 anos ganhou a chance de ser operador. Aos 17, fez seu primeiro teste de locução na antiga Regional FM de Ribeirão Preto. Depois passou pela Diário FM, pela primeira equipe da Difusora FM e, ao voltar para São José, pela Cidade Livre FM.


Em 1991 veio a aprovação na Morada FM de São Sebastião, graças aos amigos Netão e Joel. Em 1994 conheceu Waguinho, Aldrin Mazzei e Maestro Billy, que apresentaram sua fita piloto a Alexandre Hovoruski, da Jovem Pan.

Em 1995 realizou outro passo importante: foi para a Rádio Cidade de Portugal, por indicação dos amigos Salsicha e Denise.
Em 1996 voltou para São Paulo e, no fim daquele ano, viveu o sonho de entrar na Transamérica ao lado de grandes comunicadores.
Em 1997 chegou ao SBT, no Programa Silvio Santos, narrando as histórias de “Em Nome do Amor”. A indicação veio de um amigo querido, Zé Américo, do Café com Bobagem. Em 1999, novamente por indicação do grupo, entrou para o time da Band FM. Saiu em 2004 e voltou à Transamérica com o apoio de Gislaine Martins e Ruy Balla.



Entre 2004 e 2012 apresentou programas de varejo nas TVs Mais ABC, Mix e Gazeta, sempre com o suporte e o carinho do amigo-irmão Henrique Durans.
Em 2008 retornou à Band FM, onde segue apresentando o Band Love, o programa mais romântico do rádio brasileiro.



Hoje me considero um profissional realizado. Desenvolvi minha comunicação em grandes emissoras, cresci com pessoas generosas e encontrei uma empresa que me valoriza e me apoiou nos momentos mais difíceis. Continuo no ar com amor, humildade e vontade de evoluir todos os dias. Abro o microfone com a mesma paixão que me acompanhava lá em 1989.
É interessante observar a forma como o comunicador se expressa na entrevista. Em cada resposta, ele faz questão de pontuar os parceiros e amigos que fizeram parte da sua jornada. Divide a honra e o destaque com todos esses personagens secundários que ajudaram a construir o grande comunicador que é hoje.
O posicionamento de Marcelo me faz lembrar da frase: “Não há no mundo exagero mais belo que a gratidão”, de Jean de La Bruyère. Que jamais nos esqueçamos daqueles que construíram pontes e nos abriram caminhos.
A paixão não perde força com o tempo.



