Eu na Comunicação

Comunicador, escritor, jornalista: um exímio contador de histórias. A trajetória de Rafael Venchiarutti

De infância curiosa, vocação visível a um profissional completo na comunicação

No Eu na Comunicação de hoje, vamos contar a história de Rafael Venchiarutti, comunicador, jornalista e escritor. Alguém com um talento visível para decifrar em palavras, notícias e sentimentos. Um exímio contador de histórias.

Natural do município de Bauru, já residiu em Presidente Prudente e Campo Mourão/PR, mas está em Tupã há 26 anos. Desde pequeno, ele sempre gostou de se informar, ler revistas e jornais. O universo da comunicação o atraía e sempre despertou sua curiosidade.

Uma das primeiras vivências marcantes foi em uma atividade na quinta série (hoje, sexto ano), em que a professora criou um programa de TV sobre a escola, e Rafael foi o âncora. Ele lembra com carinho dessa experiência, que despertou seu interesse pela comunicação.

Em outra atividade, os alunos precisaram enviar cartas para estudantes de outras cidades. Ao ler a carta de Rafael, a professora elogiou sua escrita e o incentivou a seguir esse caminho no futuro. O mesmo aconteceu com outra professora de Língua Portuguesa, que apreciava suas redações e o estimulava a pensar em uma faculdade ligada à escrita. Assim, a educação teve um papel fundamental e de incentivo em sua trajetória.

Com o tempo, Rafael foi se aproximando cada vez mais desse universo. “Sempre gostei de ler. Mantenho esse hábito desde pequeno, por influência familiar. A leitura me levou a escrever, essa é outra grande paixão”, conta.

Mas a comunicação não se limitou à escrita. Durante o ensino fundamental e médio, ele era frequentemente escolhido pelos colegas para apresentar trabalhos em grupo e percebeu que também se expressava bem por meio da fala. Na igreja, passou a ministrar aulas na Escola Bíblica Dominical, o que o ajudou a desenvolver ainda mais sua desenvoltura. Ele percebeu, então, que a comunicação fazia parte de sua essência e era algo intrínseco à sua personalidade.

Em 2009, veio o primeiro emprego na área. A igreja onde participava tinha um programa na Rádio Liberdade, na Avenida Tabajaras, e Rafael passou a se comunicar diariamente com um público maior. Ouvintes, familiares e amigos reconheceram seu talento e o incentivaram a seguir profissionalmente na comunicação.

Aos 22 anos, ingressou no curso de Jornalismo nas Faculdades Faccat. Um dos professores, Giuliano Panvécchio, ofereceu vagas para um workshop sobre política em Osvaldo Cruz, e Rafael foi um dos escolhidos. Lá, conheceu pessoas do meio político que o convidaram para um estágio remunerado na TV Câmara de Tupã, onde apresentou programas, editou vídeos e produziu reportagens.

Ao concluir o estágio, ainda no segundo ano de faculdade, uma amiga que trabalhava na Câmara Municipal e havia sido repórter do Jornal Diário contou que o jornal tinha uma vaga para repórter. Rafael se candidatou e, pouco tempo depois, foi contratado pelo editor-chefe Nelson Sant’Ana.

Formado em Jornalismo em 2016, aos 26 anos, Rafael seguiu firme na comunicação e no Diário. Ele relembra com carinho o quanto a faculdade foi um momento marcante e especial, onde aprendeu muito e fez amizades que mantém até hoje. Segundo ele, o período acadêmico foi um divisor de águas, essencial para sua formação profissional e pessoal.

Em busca de novos aprendizados e desenvolvimento pessoal, também concluiu o curso de Teologia e está finalizando a faculdade de Filosofia.

Rafael trabalhou no Diário por quase 12 anos, vivenciando momentos inesquecíveis na carreira, fazendo grandes amigos e contando muitas histórias. Ele afirma que o jornal foi mais do que uma escola: o que é hoje, em grande parte, deve à experiência que viveu lá.

Rafael também se dedicou à escrita literária e publicou seu primeiro livro, Aika Suzuki: O Caminho da Liberdade, em 2020, pela Editora Dialética. O romance acompanha a adolescente Aika Suzuki no bairro da Liberdade, em São Paulo, lidando com conflitos familiares, música e encontros que transformam seu destino. A obra reflete a sensibilidade de Rafael e sua forma única de comunicar histórias através das palavras.

Atualmente, aos 35 anos, Rafael presta serviços de comunicação e realiza freelances para organizações sem fins lucrativos, empresas e pessoas físicas. A rotina é diferente da agitada redação de um jornal impresso, mas ele avalia esse novo momento como igualmente proveitoso e cheio de aprendizados.

O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.

Cláudio Abramo

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