Eu na Comunicação

“Pensei que trabalharia com moda” — A trajetória de Marô Viana, jornalista e profissional da comunicação desde 1998

De gerente de restaurante e comerciante ao jornalismo e ao engajamento social: a trajetória multifacetada de Marô Viana.

Por: Victória Baracat

A história do “Eu na Comunicação” de hoje é de Marô Viana, nascido em Tupã, no dia 22 de março de 1971, filho de Vilma e Emídio Viana. Aos 54 anos, ele carrega meio século de vida e mais de duas décadas de uma trajetória marcada pela cultura, pela comunicação e pelo compromisso com o social. Com certeza você já o conhece, ou ao menos já ouviu falar… Ele está sempre exercendo o seu “eu jornalístico”.

Na infância, Marô acreditava que seguiria outro caminho. “Pensei que mexeria com moda, pensei que mexeria com outras coisas, cê entendeu?”, recorda ele, com o mesmo bom humor que o acompanha até hoje. Nem ele imaginava que se tornaria uma figura tão importante para a comunicação e o jornalismo de Tupã.

O caminho percorrido por Marcos Viana, o Marô, ou simplesmente Viana, foi cheio de experiências até chegar ao jornalismo. Ele já foi comerciante, gerente de restaurante, repórter, colunista, produtor cultural e gestor público. Uma vida em constante reinvenção.

Sua estreia no universo da mídia aconteceu em 1998, no jornal Folha do Povo. Ele já trabalhava por lá, mas, ao cobrir as férias de uma funcionária, acabou se apaixonando pelo jornalismo de vez, e dessa profissão não saiu mais. Foi o começo de uma trajetória linda, assinando uma coluna social que virou referência nos tempos de ouro do periódico.

Entre flashes, histórias e bastidores, nascia o comunicador que Tupã aprenderia a amar. A coluna durou até 2003, mas o nome Marô Viana já tinha ganhado vida própria. Vieram depois o Jornal Impacto, o folhetim Backstage e, mais recentemente, o Tupãense Notícias.

Em 2020, deu mais um passo, um verdadeiro salto, ao lançar seu próprio site www.maroviana.com.br, que se tornou um espaço dinâmico de informação, moda, beleza, gastronomia e comportamento. Cinco anos depois, em 2 de setembro de 2025, ele expandiu seus horizontes com o podcast “AQPOD”, sua nova vitrine de ideias, conversas e pautas inspiradoras.

Mas seu legado não se resume à comunicação. Sua marca também está nas ruas, nas praças, nas festas e nas causas que abraça. Entre 2009 e 2017, atuou na Secretaria Municipal de Cultura de Tupã, sendo peça-chave na realização de grandes eventos como o Carnaval de Rua, a Tupã Junina e o Natal de Luz, celebrações que reuniram milhares de pessoas e ajudaram a moldar a identidade cultural da cidade.

Além disso, por meio do Instituto Luiz Bertazzoni de Artes e Cultura, colaborou com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social no projeto “Adolescente Consciente” e coordenou o “Arte Transformando Vidas”, levando cursos e oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade. Atualmente, Marô assina, pelo sétimo ano consecutivo, a curadoria da Mostra Fênix de Linguagens Cênicas e da I Mostrinha Fênix de Cenas Curtas, fomentando o teatro e a arte local com o mesmo entusiasmo de quem acredita que cultura é ponte, nunca muro.

E porque coração generoso nunca descansa, Viana está à frente da campanha “Elas Fazem o Bem”, ao lado de Maira Ponce e Paula Gonçalves. O trio realiza lives com shows beneficentes, arrecadando fundos para entidades como o Cervida (Centro de Estudos e Recuperação para Vida) e espalhando solidariedade com música, empatia e esperança.

Marô costuma dizer, com humor, que virou jornalista “por força de limina”, nos tempos em que o Ministério do Trabalho reconhecia profissionais com experiência comprovada. Mas quem acompanha sua trajetória sabe: mais do que um título, ele nasceu com o dom da comunicação.

Hoje, aos 54 anos, Marô Viana segue firme, com o mesmo entusiasmo e paixão de sempre, inspirando quem o conhece e contribuindo para que Tupã continue sendo uma cidade viva, criativa e acolhedora.

Aprendemos com Viana o quanto a comunicação e a nossa profissão são importantes para conectar pessoas, ajudá-las e construir um mundo melhor. Mais do que viver em um mundo fechado, ele foi além. Que possamos fazer o mesmo, usando as ferramentas que temos na nossa profissão para construir pontes e caminhos, não muros, para as pessoas e para nós mesmos, com solidariedade, amor, paixão e humildade.

Eu vivi. Me conquiste, e eu te farei viver também.

Marô Viana

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