“É assim que vejo minha profissão, como a de uma escritora de registros que permanecerão para sempre na memória do mundo” – A trajetória de Bruna de Pieri, jornalista

Por: Victória Baracat
Na história de hoje, vamos falar sobre Bruna de Pieri — jornalista, comunicadora, produtora de conteúdo e mulher apaixonada por escrever histórias e pela literatura.
Tudo começou na infância. Por trás da “história simples”, como Bruna gosta de descrever, havia muito mais do que simplicidade: havia vocação. Alguns diriam que foi acaso ou coincidência; eu prefiro acreditar que já era propósito.
Desde cedo, entre cadernos e folhas rabiscadas, ela encontrava refúgio nas palavras. Diários, cartas e pequenas confissões literárias faziam parte da rotina daquela menina que, sem saber, já trilhava o caminho da comunicação.
Nas entrelinhas de suas próprias histórias, um futuro bonito a esperava — o futuro de quem transformaria a paixão por escrever em profissão e propósito de vida.
Nascida em Tupã (SP), Bruna de Pieri cresceu no interior paulista cultivando, dia após dia, o amor pela escrita e pela comunicação. Ao concluir o ensino médio, fez como muitos jovens: seguiu direto para a faculdade. A escolha foi natural — o jornalismo parecia o destino certo para quem sempre teve as palavras como abrigo.
Foi ali, entre aulas, pautas e reportagens, que Bruna se apaixonou de vez pela profissão. Mas não por qualquer jornalismo — e sim, como ela mesma gosta de frisar, “pelo jornalismo raiz, sabe? Aquele que faz a história, ou melhor, que escreve a história.”
É assim que Bruna enxerga sua profissão: como a de uma escritora de registros que permanecerão para sempre na memória do mundo. “Quando queremos saber sobre acontecimentos do passado, o que procuramos? Procuramos notícias sobre aquilo, procuramos registros, procuramos textos, procuramos história”, reflete. E é justamente isso que mais a encanta no jornalismo — a capacidade de eternizar momentos, transformar fatos em memórias e palavras em legado.
Suas primeiras vivências com a comunicação aconteceram na faculdade. Foi ali, entre trabalhos e entrevistas, que Bruna começou a sentir na pele o verdadeiro significado de ser comunicadora.
Ainda durante o período acadêmico, passou por experiências marcantes e valiosas: estagiou na Rádio Jovem Pan, depois na assessoria de imprensa da Prefeitura de Tupã e, em seguida, no Portal TupãCity — onde permanece até hoje, “com todo o meu coração”.








Apesar de sua trajetória ter começado no interior, Bruna carrega uma experiência ampla. Trabalhou, por exemplo, no portal Terça Livre — um site de alcance nacional — onde teve contato com deputados federais, ministros e assessores do presidente da República.
Entre tantas matérias, uma em especial marcou sua memória: uma publicação que foi compartilhada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — um reconhecimento que, para ela, foi muito significativo.
O portal mantinha uma linha editorial assumidamente conservadora, com matérias que, muitas vezes, geravam polêmica — algumas, inclusive, serviram de base para processos na CPI da Pandemia. “Essas matérias estão com o meu nome no relatório final da CPI”, conta Bruna, com a serenidade de quem entende a responsabilidade que o jornalismo carrega — e que ela fez questão de assumir.
Hoje, Bruna segue comandando o Portal TupãCity — veículo amplamente respeitado em Tupã e em toda a região. Com credibilidade e dedicação, exerce seu jornalismo de forma íntegra. Além disso, atua como produtora de conteúdo para outras empresas, como a Rádio Tupã e o Eco Thermas.
“Nessa fase da minha carreira, sinto-me mais madura e preparada. Já vivi tantas coisas — boas e ruins — que tudo isso me forjou. Hoje enfrento os percalços do dia a dia com mais resiliência, calma e ponderação”, contou.
E completa com franqueza: “Gosto de trabalhar, sabe? E gosto que me deixem trabalhar em paz. Não gosto de me envolver em picuinhas; não tenho paciência para joguinhos e rixas que só existem na cabeça dos outros.”
Bruna finaliza com uma reflexão que revela sua valorização do essencial: “Como posso dar o meu melhor com o que tenho hoje? É isso que procuro fazer — o que precisa ser feito, com todo o meu coração e dedicação. Nesta fase da minha vida profissional, não tenho mais tempo a perder com coisas banais.”
A história de Bruna de Pieri evidencia a força da representatividade feminina na comunicação. Uma mulher jovem, mas de lucidez e maturidade admiráveis; alguém que aceitou seu propósito e o exerce com paixão e disciplina.
Todos os dias, ela faz o que precisa ser feito: conta histórias — algumas belas, outras nem tanto —, mas sempre com verdade e coração. Bruna é daquelas jornalistas que deixam legado, não apenas para os que a cercam, mas para o jornalismo brasileiro e para a própria história.
“Se você não consegue parar de pensar nisso, não pare de trabalhar para isso” (Autoria desconhecida)














